All I need
Quero me encontrar, mas não sei onde estou. Vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita. Tenho quase certeza que eu não sou daqui.
Legião Urbana   (via haevnen)
depoisdossonhos:

Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda! Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.

(Caio F.)

depoisdossonhos:

Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda! Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.

(Caio F.)

Eu queria que em um dia qualquer, você chegasse de fininho, me abraçasse apertado e dissesse: Senti sua falta…
Caio F. Abreu  (via matheussbarbosa)
Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar.
Tati Bernardi  (via matheussbarbosa)
depoisdossonhos:

Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. 

(Caio F.)

depoisdossonhos:

Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. 

(Caio F.)

*-*

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Compensação



Aceite, meu caroA tua imagem já não mostra nadaAs tuas palavras já não dizem nadaMas isso não dóiAceite que não sentir também é uma condição O eterno é raroO efêmero já se fez tão vagoE não há como desfazer o estragoTroque os lençóisE novamente desocupe o coraçãoAgora senta e esperaQue as pessoas aprendam com os anosSobre a dor de refazer os planosAbaixa a vozE guarda pra ti tudo que é vontadeEsqueces de novo o que eraApaga os novos velhos desenganosE volta a te cercar de estranhosDesata o ‘nós’E deixa se ocupar todo de saudadeQue é bom lembrar que a gente é muito pouco pra qualquer umMas que a gente é muito mais do que o valor que nos é dadoSe faz de forte só por hora e sobrevive por agoraQue todo esforço é compensado

Compensação

Aceite, meu caro
A tua imagem já não mostra nada
As tuas palavras já não dizem nada
Mas isso não dói
Aceite que não sentir também é uma condição 

O eterno é raro
O efêmero já se fez tão vago
E não há como desfazer o estrago
Troque os lençóis
E novamente desocupe o coração

Agora senta e espera
Que as pessoas aprendam com os anos
Sobre a dor de refazer os planos
Abaixa a voz
E guarda pra ti tudo que é vontade

Esqueces de novo o que era
Apaga os novos velhos desenganos
E volta a te cercar de estranhos
Desata o ‘nós’
E deixa se ocupar todo de saudade

Que é bom lembrar que a gente é muito pouco pra qualquer um
Mas que a gente é muito mais do que o valor que nos é dado
Se faz de forte só por hora e sobrevive por agora
Que todo esforço é compensado

(…)
“Você já se calou, como eu pedi pra que fizesse, mas não espere de mim, esse poço de incertezas, uma certeza de que estou fazendo a coisa a certa. Ainda não sei dizer se estou satisfeito com os resultados que estou tendo. Admito o meu alívio, mas não escondo a sua ausência. Sei o que eu queria, e ainda quero, e de fato consegui me ver longe dos problemas que você me causava, de tudo de ruim que você andava despertando em mim. Mas e as coisas boas? Não ache que eu espero que seu silêncio dure pra sempre, mas você sabe como eu sou, não tomo iniciativas quando as coisas ainda são imprevisíveis, logo, não espere de mim um “oi, tudo bem?”, mas sinta-se livra pra querer saber como vão as coisas com meu pai, que ainda pergunta quando vamos aparecer na casa dele, ou com minha mãe, que ainda espera em segredo, apenas por medo de me pressionar, que você apareça na próxima festa de família. Só não espere que nada se repita, não espere que o calendário volte aquele Setembro já tão distante.”
(…)

(…)

“Você já se calou, como eu pedi pra que fizesse, mas não espere de mim, esse poço de incertezas, uma certeza de que estou fazendo a coisa a certa. Ainda não sei dizer se estou satisfeito com os resultados que estou tendo. Admito o meu alívio, mas não escondo a sua ausência. Sei o que eu queria, e ainda quero, e de fato consegui me ver longe dos problemas que você me causava, de tudo de ruim que você andava despertando em mim. Mas e as coisas boas? Não ache que eu espero que seu silêncio dure pra sempre, mas você sabe como eu sou, não tomo iniciativas quando as coisas ainda são imprevisíveis, logo, não espere de mim um “oi, tudo bem?”, mas sinta-se livra pra querer saber como vão as coisas com meu pai, que ainda pergunta quando vamos aparecer na casa dele, ou com minha mãe, que ainda espera em segredo, apenas por medo de me pressionar, que você apareça na próxima festa de família. Só não espere que nada se repita, não espere que o calendário volte aquele Setembro já tão distante.”

(…)